segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Bond mania parte 3


Se quiser confira a parte 1 e a parte 2. Decidi estender a coisa até a parte 4, tratando da nova fase com Daniel Craig.
Já tratamos de toda a fase Connery, do brevíssimo Lazenby, do Moore e do breve Dalton. Bond havia sido absurdamente famoso e lucrativo nos anos 60 e 70, caindo bastante no final dos anos 80 em termos de popularidade. Foram até ali 16 filmes oficiais.
Bond tem fãs no mundo todo. Muitos, entretanto, acham os filmes muito mentirosos. Confesso que não engulo tal crítica. Tudo aquilo que vemos nos filmes pode e deve ter acontecido. Ok, talvez nem tudo. Falando sério agora, é claro que é tudo mentiroso, pra ver somente realidade é melhor ligar no jornal do Datena. Gostamos do Bond justamente por que ele faz coisas que só ele é capaz de fazer contra as situações mais improváveis que a mente humana consegue bolar.
Com o final da Guerra Fria ficou a dúvida se ainda haveria lugar para o Bond. De fato houve um hiato de 6 anos sem Bond, tempo no qual os produtores parecem ter definido dar outro rumo a série, trazendo Pierce Brosnan, que já fora cogitado antes mas esta indisponível.

Desde que me lembro de ver filmes, meu pai me colocou para ver James Bond. Pelo que me recordo não seguimos uma ordem particular, mas fizemos o esforço de assistir todos. Curtimos demais e fiquei muito fã da série. Vale notar que não tinha visto nenhum deles no cinema, até então. Tudo em vídeo, por vezes acompanhado de pipoca (às vezes com bacon!)
A primeira vez que vi Bond no cinema foi quando chegou o novo ator, o irlandês Pierce Brosnan.
Em 1995 chegou Goldeneye ao cinema. Manteve-se firmememente dentro da tradição do que se espera dos filmes Bond: Uma cena espetacular antes mesmo dos créditos (bungee-jumping na represa), música memorável na abertura (com Tina Turner), bandidos com planos megalomaníacos, bondgirls, carrões, etc. Mas também trouxe mudanças. O velho M saiu dando lugar a uma mulher (Judi Dench), talvez reflexo do fato de uma mulher ter pouco tempo antes se tornado chefe do MI5. As Bondgirls se tornaram mais capazes de ajudar, sendo menos indefesas (mas não muito). Goldeneye foi um filmaço, muitos consideram o melhor dos filmes do Brosnan.
Como comparar os atores? Brosnan parece ter sido um meio caminho entre Connery e Moore. Volta para um lado menos divertido e mais violento de Connery, mas continua cavalheiro e com certas piadas típicas de Moore. Tem ainda a frieza do Dalton. Essa mescla polarizou o público entre amor e indiferença. Brosnan ainda fez mais três filmes:

- Tomorrow Never Dies (007 - O amanhã nunca morre) - Bond se junta a uma agente secreta da China para combater uma espécie de Roberto Marinho do mal, que pretende incitar guerras para faturar com sua rede de notícias. Sim, parece que as idéias estava se esgotando, mas o filme é bom. 1997

- The World is not enough (007 - O Mundo não é o bastante) - Enfretando Renard, o bandido que não sente dor, Bond tem mais uma missão difícil junto com a Dra. Christmas Jones (!?!) - 1999

- Die Another Day (007 - Um Novo dia para morrer) - Curiosamente, nas listas que vi por aí de filmes Bond, muitos colocam este como um dos piores de todos os tempos, e outros o qualificam
como um dos melhores. Clássico exemplo de ame ou odeie. Bond chega novamente ao patamar de Moore em termos de planos alucinados e brinquedos fabulosos - se isso é bom ou ruim fica por conta do cliente. Eu, por exemplo, gostei. Anelise odeia o carro invisível. Meu amigo Daniel Lopes odiou a cena do surf... eu gostei do hotel de gelo e do Aston Martin. A terapia genética é um pouco demais, mas os diamantes, o aprisionamento na Coréia do Norte e a arma solar são bacanas. Este filme teve a adição de Hale Berry como a agente americana Jinx. 2002.

Brosnan marcou época em quatro filmes, mas chegara a hora de mudar novamente. Na parte 4, após eu conseguir assistir Quantum of Solace...

4 comentários:

David Portela disse...

Pipoca com bacon...cara nunca experimentei mas deve ser genial! Minha receita para pipoca é muita manteiga e QUEIJO PARMESÃO por cima. Vou fazer uma agora!

Emilio Garofalo disse...

Não conhecem pipoca com bacon... amadores!

Emilio Garofalo disse...

Ah! E não esquece o australiano George Lazenby (007- a serviço de sua majestade - 1969)

Emilio - Entre dois mundos disse...

David, o bacon ter de ser em pedaços pequenos, pra vir por surpresa junto com a pipoca. É claro que dá pra dar uma roubadinha e procurar com os dedos...