sexta-feira, 20 de março de 2009

Ninho de vespa

Ontem foi um barato.
Primeiro de tudo, a mulherada da igreja descobriu que o aniversário da Ise tinha sido em Dezembro. Resolveram fazer uma festa pra ela, mesmo 3 meses depois. Foi ontem à noite, e curtiram horrores. Olha a foto.


Mas o ninho da vespa do título do post nao diz respeito a elas não. Não sou maluco!! É pra falar do que os homens fizeram!!

Os homens, devidamente expulsos das comemorações resolveram aproveitar para ir assistir um joguinho de basquete, em New Orleans. Fomos eu e três amigos, Tim, Jeff e Benji. A viagem é tranquila, um retão que dá pra fazer em cerca de três horas. O jogo acabou 9H30 e uma da manhã já estava revendo os lances na televisão aqui em casa. Pegamos a estrada logo após o almoço. Vinte minutos antes de New Orleans, paramos para comer catfish com camarão. Foi tão bom que poderíamos voltar dali mesmo e estaria tudo ótimo. Restava ainda a peleja.


O time da cidade se chama Hornets, as tais vespas a que me refiro. Adequadamente o estádio deles é conhecido como a Colméia (The Hive.) Chegamos perto da hora da partida, não deu pra passear na cidade mas deu pra ver parte do estrago causado pelo furacão de alguns anos atrás.
O jogo foi fabuloso. O time da casa (New Orleans Hornets) está bem no campeonato, embora não tanto quanto ano passado. Recebeu um time fraco, o Minnesotta Timberwolves. Só que os Hornets estavam sem dois importantes jogadores, o pivô Tyson Chandler e o Peja Stojakovic, o que complicou bastante a partida.
Um detalhe curioso é que os técnicos dos dois times são ex-jogadores: Byron Scott (Hornets) e Kevin McHale (Timberwolves) e eles muitas vezes se enfrentaram como coadjuvantes de Magic Johnson e Larry Bird nos áureos tempos do Lakers X Celtics.
Chegamos ao estádio (que fica ao lado do grande Superdome) na hora do jogo e sem ingressos. Rapidamente um cambista apavorado se aproximou querendo se livrar do mico na mão. O resultado foram ingressos na décima segunda fila por metade do preço normal!! Pertíssimo. Sabe quando o jogador adversário vai fazer o arremesso e a galera fica ali gritando e balançando balão pra atrapalhar? Éramos nós!
O jogo foi bem movimentado, o craque do Hornets é um jovem armador chamado Chris Paul, uma fera de primeira grandeza. Com cerca de 1,80 m, é inacreditável ver o "anão" dominando a quadra. Ele nunca se apavora. Ele sempre vê o jogo melhor do que o treinador, melhor do que nós na arquibancada, ele percebe o que está acontecendo um passo antes dos outros. Chamado de CP3 (seu número é 3) ele terminou com 26 pontos, 5 rebotes (lembre-se do 1,80m), 11 assistências e 5 roubadas. O cara é o líder da NBA em roubadas de bola e assistências!
O evento é muito mais do que a partida. Diversas promoções acontecem nos intervalos entre os quartos e mesmo nos dois minutos em que os times estão conversando com o técnico. Equilibristas, mascotes enterrando após pular na cama elástica, dança, concurso de cartazes, concurso de dança na platéia, arremesso de camiseta, uma comilança sem fim (e caríssima!), e até mesmo basquete!
O final do jogo foi fabuloso. Depois de dar mole no último quarto o Hornets perdeu a liderança no finalzinho. David West (Hornets) errou um lance livre e a galera murchou. Passou então no telão um vídeo motivacional com o Rocky Balboa e tocando o tema do filme e a galera pirou. West acertou os 5 arremesos livres que teve depois disso. Faltando 15 segundos pro final do jogo o mago Chris Paul armou uma jogada mirabolante e achou o mesmo West para uma monstruosa enterrada que devolveu a liderança aos Hornets. Os Wolves tiveram uma chance ainda mas erraram, vibração absoluta na colméia!!
Estar ali pertinho da quadra é um barato. No começo nós quatro estávamos um pouco tímidos, só gritando mesmo nas enterradas, sentadinhos, meio com vergonha de gritar DE-FENSE!!!
Vai chegando o final do jogo e a gente só em pé, sem voz, DE-FENSE, fazendo sua parte, balançando balãozinho, DE-FENSE, vai CP3 (Chris Paul), DE-FENSE...e aí a explosão da vitória, 94X93, só um pontinho!!! Abraçando todo mundo, high-five com estranhos, sorrisos generalizados. A sensação de que ajudamos na vitória. Nós e o Rocky.

Um comentário:

Cristina Santos disse...

Até eu fiquei empolgada, mesmo não entendendo nada do jogo.

Consegui pela sua narrativa ver a apoteose da torcida e quase roubo seu balão, hehehe!

E unindo-me à comemoração em tempo e fora do tempo: PARABÉNS ISE !!!