sábado, 13 de março de 2010

Um homem sério

Recentemente assisti a mais um dos filmes dos excelentes irmãos Coen. "Um homem sério" trata da história de um professor que não quer nada mais do que ser um homemsério. Sua vida começa a entrar em parafuso e os problemas se acumulam. Veja o trailer

Vou comentar aqui sobre coisas que acontecem no filme, portanto estou avisando que é melhor ir assistir e depois ler.

Avisei


Olha lá hein...


Ainda está aqui? O filme é uma revisão da história bíblica do livro de Jó. Este é um homem jsuto que sem razão aparente para ele perde tudo que lhe é querido. Aos poucos as coisas ruins vão se passando e o buraco parece não ter mais fim. O protagonista busca auxílio no conforto de amigos, que embora pareçam ter boas idéias no fundo só especulam sem de fato ajudar.
O livro de Jó é um dos mais impressionantes relatos e discussões acerca da soberania de Deus e de sua providência. Trata de problemas como a origem do mal e a suficiência de Deus para nossas vidas.
No livro Deus permite que Satanás aflija o justo Jó. Este busca o conselho de seus amigos mas não obtém conjsolo, apenas acusações. Deus se silencia quase até o final do livro. Ele aparece então no meio de um redemoinho (visto também no final do filme!!!) e dá a Jó o maior "prestatenção"de todos os tempos. Deus questiona Jó acerca de seu conhecimento sobre a ordem natural e a ordem moral do universo. Vale a pena ler, está lá no livro de Jó, capítulos 38-42. Longe de ser apenas uma demonstração de poder e sabedoria, é acima de tudo uma recordação da distinção criador-criatura. Facilmente tratamos a Deus como se fosse apenas um ser humano super inteligente e super poderoso. Medimos a Deus como se fosse nossa imagem ampliada. O livro de Jó nos lembra de que somos nós a imagem de Deus, reflexos de seu poder e glória, mas finitos em comparação com o infinito. Mesmo após Deus restaurar o que Jó perdera, Deus nunca explica para Jó a razão do que se passou. Ele apenas mostra que sua presença e amor são suficiente e seus caminhos são de fato misteriosos.
Vale notar que o filme não é um filme religioso. Quero dizer com isso que ele não está necessariamente em acordo com a mensagem Bíblica, apenas que a usa como ponto de contato para contar uma história passada nos EUA entre uma comunidade judaica. Há ainda um óbvio paralelo com a vida do rei Davi!
Por favor assista!!

quarta-feira, 10 de março de 2010

Realeza entristecida...

O Real Madrid acaba de ser eliminado da Copa dos Campeões. Após o Barcelona vencer tudo no ano passado, este era o grande objetivo do Real no ano. Para isso gastou milhões em Kaka e C.Ronaldo. Ainda mais que este ano a final será na própria casa do Real.


domingo, 7 de março de 2010

Não existe

Há coisas que não existem. Por exemplo, o melhor boxeador do mundo (talvez da história) cantando Nothing is gonna change my love for you no programa do Jimmy Kimmel. Veja com seus próprios olhos, o filipino Manny Pacquiao!

sexta-feira, 5 de março de 2010

Bigode



Li hoje no portal da globo sobre um pessoal que quer convencer os jogadores da seleção portuguesa de futebol a deixar crescer os bigodes. Assim estariam melhor simbolizando a nação .
Eu apoio!!!

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Braços eternos

Faz um tempo que não posto. As coisas estão complicadas por aqui, muita coisa pra fazer. Estou querendo escrever sobre alguns assuntos. Enquanto não dá, quero deixar pra todos este versículo que me deixou assombrado hoje:
"O Deus eterno é tua habitação e por baixo de ti estende os braços eternos." Deuteronômio 33:27. Difícil imaginar seguraça maior.
Amanhã vou continuar minha série de sermões na primeira carta de João. Sugiro a todos a leitura deste material tão proveitoso.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Neve

Esta noite nevou bastante. Uma das mais bonitas faces da criação de Deus. Usada para descrever o perdão dos pecados. O Salmo 51: 7 diz "Purifica-me com hissopo, e ficarei limpo; lava-me, e ficarei mais alvo que a neve." Melhor que brincar na neve é saber que nosso maior problema já foi sanado.

Olha aqui a bagunça na neve:
O abominável homem das neves:

Anelise e nosso carro:
Sapeca fazendo um novo amigo:

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

New Orleans!! Who dat!


Algumas reflexões sobre a vitória do New Orleans Saints na final do futebol americano, o Superbowl. Ele nunca haviam vencido o torneio. Quando o furacão Katrina arrasou a cidade alguns anos atrás tudo indicava que o time fosse embora de lá. Não foi, vários jogadores tiveram a chance de se mudar mas ficaram. O Resultado veio agora. Na foto o heróis do jogo, Drew Brees, celebrando com o filhote.
1 - Aqui nos EUA as cidades costumam ter apenas um grande time por esporte. Diferente de São Paulo, Belo Horizonte e outras metrópoles brasileiras, cada cidade (com rara exceções) tem seu time. Por um lado isto é interessante, pois o time tem a cara da cidade, a representa pelo país a fora e as rivalidades são contra gente de outro estado ou pelo menos de outra cidade. Assim, por exemplo, New Orleans tem os Saints no futebol e o Hornets no basquete e pronto. Algumas cidades como Nova Iorque e Los Angeles tem mais de um time no mesmo esporte, mas geralmente o segundo é medíocre e nem dá graça.
Por outro lado, como são gostosas as rivalidades locais. Para o corintiano é muito melhor vencer o palmeirense do que o cruzeirense. Se você mora em São Paulo, no dia seguinte no trabalho raramente haverá um cruzeireinse para você perturbar ou para te pertubar. Outra vantagem de ter mais de um time bom por cidade é que sempre tem alguém feliz!! Mas como nós preferimos que ninguém seja feliz às nossas custas...

2 -O New Orleans Saints era a zebra para o jogo. Só se falava em como os Colts de Indianápolis iriam destroçar os Saints, com seu grande quarterback Peyton Manning em grande forma. O Saints fez algo que curiosamente os times inferiores não fazem muito: inventou. Malcolm Gladwell faz neste artigo um interessante argumento sobre como os times inferiores deveriam inovar, tentar usar táticas inusitadas que aumentassem suas chances de vitória. O que ocorre normalmente é ou o time inferior se esconder e tentar segurar o empate, ou tentar ignorar a diferença e jogar de igual pra igual, geralmente perdendo. Curiosamente poucos tentam a idéia de usar táticas de alto risco para tentar surpreender. Se der certo, fantástico. Se não der, provavelmente iriam perder mesmo. Outro dia um time russo chamado Rubin Kazan foi jogar com o poderoso Barcelona, lá na Catalunha. Não tentou igualar o jogo do Barça (impossível). Não tentou só se defender (iria acabar levando um gol). O time partiu pra tudo nos primeiros minutos como se fossem os últimos e pegou o Barcelona desprevenido, que não imaginava que o pequeno Davi iria ousar atacar na casa do gigante Golias.
O Saints fez o mesmo. Depois do intervalo tentaram uma jogada de altíssimo risco e coragem, um chute curto que se desse errado iria dar enorme vantagem aos Colts. Como deu certo tiveram os pontos e uma vnatagem moral enorme, desestabilizando os Colts que ficaram apavorados sem saber o que esperar e com cara de "ei, eles não estão fazendo igual ao combinado!!"
Valeu New Orleans!