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domingo, 18 de janeiro de 2009

Morte e fragilidade


Quinta-feira passada fui a um funeral inesquecível. De uma bebezinha de seis meses. Ela nasceu com uma doença genética que a incapacitava para a vida. No início os médicos não acreditavam que ela chegaria a nascer viva. Conseguiu. Nao criam então que sairia do hospital, deveria morrer nos primeiros dias pois seu corpinho não era capaz de enfrentar as dificuldades desta vida. Conseguiu. Cada dia de vida dela foi um milagre, um lembrete a nós sadios de que nossa ciência é vã para explicar tudo a nosso redor. Um lembrete de que o Senhor é o sustendador de toda a vida, seja esta forte ou frágil aos olhos humanos. Ela viveu poucos meses e nunca falou nenhuma palavra, mas impactou gente ao redor do mundo todo.

Filha de um seminarista, colega meu, ela serviu de inspiração para gente em diversos países. Na quinta passada pessoas ao redor do mundo vestiram rosa em sua homenagem. Pode-se ler a história toda no blog que os pais fizeram, chamado http://noahandjulieroberts.blogspot.com/

Magdalena nos lembra da realidade de que muito do que se considera inviável humanamente é viável divinamente. Muitos outros pais teriam decidido terminar a vida dela ainda no útero.

Magdalena nos lembra que vivemos num mundo quebrado. Como disse o pastor no sermão fúnebre, todos nós somos deficientes, alguns fisicamente, porém todos espiritualmente.

O funeral foi difícil, mas ao mesmo tempo consolador. Houve um vídeo como imagens dela e dois hinos. O mais difícil era olhar aquele caixãozinho.

Em tudo isto fica a tristeza pela morte. Mas acima de tudo a lembrança de que a morte já foi derrotada na ressurreição de Cristo. Embora ainda não totalmente vencida. Diz a Bíblia que um dia poderemos falar "Tragada foi a morte pela vitória. Onde está, ó morte, a tua vitória? Onde está, ó morte, o teu aguilhão?"(1 Cor 15:54-55).

Por enquanto sofremos com a morte. Mas logo, muito em breve, não mais. Vem Senhor Jesus.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Adaptação

Este blog tem o nome de "Já, mas ainda não," também conhecido como "entre dois mundos." Primeiro pela razão de vivermos entre esta era e a que está porvir, mas também por vivermos entre dois mundos, Brasil e EUA.
Creio que foi o Roberto da Matta que após morar anos nos EUA falou acerca de como passa-se a não ter uma casa definida, pois cada vez que se muda de país parece que estamos indo embora de casa e ao mesmo tempo chegando em casa. Muito estranho. Semana passada voltamos ao mundo do hemisfério norte e a cada vez fica mais difícil sair do Brasil, porém fica cada vez mais fácil a readaptação.

Temporada natalina é sempre uma das ocasiões (mas não única) para lembrarmos da adaptação feita pelo Senhor Jesus. Como mostra o texto de Filipenses 2 ele velou sua glória, tomando sobre si a forma de servo e assumindo a frágil forma de um bebê. Como bem disse o pregador neste domingo passado, o sol que machucava os olhos daquele bebê havia sido criado por ele mesmo. O Senhor Jesus habitou entre nós, Deus conosco, vivendo na Terra, totalmente Deus e homem. Em sua missão tornou-se homem não só naquele período mas continuará sendo assim para sempre.

Nossa fase aqui na Terra é grandiosa em muitos sentidos. Um deles é a preparação de nosso coração para a adaptação à futura realidade que já esta presente, mas ainda não plenamente. Nossa vida é uma de adaptação da mente se renovando aos pés de Cristo, do corpo se preparando para se revestir incorruptibilidade, do coraçào crescendo em desejo de lá estar. É tempo de nos acostumarmos às realidades eternas que já estão invadindo esta era, como o fermento que vai levedando a massa. Tempo de apurar os ouvidos para captar os sussurros contando acerca do que está chegando, boas novas de redenção e novidade de vida, migalhas da ceia final, gotas de glória que respingam anunciando a inundação da glória de Deus, que encherá a Terra como as águas cobrem o mar.