
Hoje vi um ótio filme. Frost/Nixon trata da série de entrevistas feitas por Frost com o ex-presidente dos EUA Richard Nixon. Envolvido no escândalo Watergate, chegou o ponto em que Nixon renunciou à presidência e foi perdoado pelo novo presidente, Ford. Este filme conta a história do que se passou depois, com as entrevistas que levaram o presidente a tratar publicamente de coisas ligadas ao seu mandato.
O filme é excelente e trás boas reflexões. Por exemplo, Nixo achou que ser presidente significava ser Deus. Num momento que já foi visto nos trailers, Frost pergunta se o presidente tem direito a fazer coisas ilegais. Nixon responde que se o presidente faz, por definição não é ilegal. Ele seria o padrão do que é certo ou não.
Todos os seres humanos têm de se submeter a leis e padrões, quer humanas, quer divinas. Nixon tentou agir como se fosse Deus, que não se submete a nenhum padão, sendo Ele mesmo a medida de todas as coisas. Deus é bom e por isto não pode pecar. Não pelo padrão ser maior que ele, mas por que pecar seria ir contra o que Ele é. Deus é o único ser auto-existente, que não depende de nada. Todas as criaturas são, queiram ou não, dependentes do seu criador e respondem a ele em última instância. Desde o jardim do Éden o ser humano vem tentando ser autônomo e julgar o mundo por si mesmo, ao invés de submeter-se ao direcionamento do criador.
Curta o filme, com direção de Ron Howard e com Frank Langella, Kevin Bacon, Sam Rockwell é uma ótima opção.
